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January08

Trip | Serra do Cipó 17.01.06

 

 

Considerada um dos principais destinos de ecoturismo no Brasil, a Serra do Cipó está localizada na porção Sul da Cadeia do Espinhaço, região central do Estado de Minas Gerais. A variação altitudinal vai de 800 até 1687m. O clima é tropical montano com temperaturas variando entre 17 e 18,5 ºC e clara divisão entre estações seca e chuvosa e precipitação anual entre 1400 e 1850mm. A vegetação é bastante característica sendo que na face oeste, predominam o Cerrado (800 e 1000m) e os Campos Rupestres (1000m) e na face leste predomina predominam a Mata Atlântica (800 e 1000m) e os Campos Rupestres (1000m). O Campo Rupestre é a vegetação predominante entre 1000 e 1300m em ambas as faces. Acima de 1300m, ocorrem campos e brejos com alguns afloramentos rochosos. No pé da Serra ocorrem lagos, áreas alagadas e pequenas comunidades, propriedades rurais e centros turísticos. Nos dias 06, 07 e 08 de janeiro recebemos as músicas e fotógrafas cariocas, Flávia Costa e Monica Leme, para um roteiro em busca das raridades no Cipó.

 

DIA 01: Chegamos à Serra do Cipó pouco antes das 08h e aproveitamos o restante da manhã para uma rápida passagem pela Trilha da Mãe D’Água. O calor já era forte, mas ainda conseguimos ver o campainha-azul (Porphyrospiza caerulescens), uma fêmea do incomum pica-pau-chorão (Veniliornis mixtus) e alguns indivíduos de canário-rasteiro (Sicalis citrina) que renderam bons registros. Antes de encerrarmos, dois bichinhos comuns pediram fotos em poses bem bonitas, a rolinha (Columbina talpacoti) e a avoante (Zenaida auriculata). Quando o calor já estava insuportável, aproveitamos o restante da trilha para fotografar as paisagens dos mirantes e nos refrescarmos em um dos poços na parte alta da cachoeira véu-da-noiva. Voltamos para a pousada para almoçar e descansar. No turno da tarde seguimos para a região do Alto do Palácio para fotografar algumas paisagens e visitar a estátua do Juquinha, onde aproveitamos para registrar algumas espécies como o papa-moscas-de-costas-cinzentas (Polystictus superciliaris). Duas surpresas apareceram, mas não deram chances para foto. Um narcejão (Gallinago undulata) saiu voando do capim enquanto caminhávamos e a sanã-carijó (Porzana albicollis) chegou a vocalizar duas vezes, mas não apareceu. Para finalizar o dia, voltamos até a Mãe D’Água onde conseguimos registros de um casal de sanhaço-de-fogo (Piranga flava) e um pequeno bando de capacetinho-do-oco-do-pau (Microspingus cinereus).

 

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DIA 02: No segundo dia seguimos para o distrito de Lapinha da Serra. Após um rápido café-da-manhã, iniciamos a passarinhada às 06h30 e logo no início tivemos excelentes chances de fotografar várias espécies como o batuqueiro (Satratricula atricollis), suiriri-cinzento (Suiriri suiriri), joão-bobo (Nystalus chacuru) e bichoita (Schoeniophylax phryganophilus). Apareceram também o migratório suiriri-de-garganta-branca (Tyrannus albogularis) e o belíssimo rabo-mole-da-serra (Embernagra longicauda). O endêmico lenheiro-da-serra-do-cipó (Asthenes luizae) continua bastante calado e dando pouquíssimas chances. Por outro lado, o beija-flor-de-gravata-verde (Augastes scutatus) não decepciona. A Mônica estava com o joelho bastante lesionado e preferimos retornar um pouco mais cedo e abandonar, por enquanto, a busca pelos endêmicos. Antes de encerrar a trilha, capacetinho-do-oco-do-pau (Microspingus cinereus) e o graveteiro (Phacellodomus ruber) deram boas chances de fotografia. Voltamos para o povoado de Lapinha para almoçar e recuperarmos as forças. Repouso feito, aproveitamos um último fôlego para buscar o menos uma das raridades do Cipó, o pedreiro-do-espinhaço (Cinclodes espinhacensis) que não nos deixou na mão e apareceu. Ainda ganhamos uma andorinha-do-rio (Tachycineta albiventer) que tomana conta do único poleiro da lagoa. Nada mais a fazer, voltamos para a pousada para nos recuperarmos do cansativo dia de muitos quilômetros e um Sol para cada um.

 

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DIA 03: O último dia foi a chave-de-ouro da viagem. Trilha incrível dentro do Parque Nacional da Serra do Cipó. Logo no início um saci (Tapera naevia) permitiu boa aproximação. O mesmo aconteceu com um jovem macho de patativa (Sporophila plumbea), que abusou da coragem e ficou um bom tempo sendo fotografado. Canário-do-campo (Emberizoides herbicola), periquito-rei (Eupsittula aurea), carrapateiro (Milvago chimachima) entre outros foram aparecendo enquanto caminhávamos em direção à próxima surpresa, um macho de azulão (Cyanoloxia brisonii) deu um mole danado para o grupo. Não bastasse, pouco mais a frente um adulto e um jovem de jacurutu (Bubo virginianus) deram um show à parte. Entre outras espécies, o próximo destaque foi para uma cigarra-preta (Tiaris fuliginosus) que deu excelentes oportunidades para fotografia. Um soldadinho (Antilophia galeata) apareceu, mas não facilitou muito. Saímos do parque e seguimos para o almoço. Antes de voltar para a pousada para encerrarmos o roteiro, ainda deu tempo para tentar registros da choca-do-nordeste (Sakesphorus cristatus) e de brinde um canário-do-mato (Myiothlypis flaveola).

 

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Agradecemos as nossas clientes pela confiança em nosso trabalho. Aproveite e conheça o Mulheres de Chico, lindo trabalho das nossas clientes. Foram 118 espécies registradas. Clique aqui e confira a lista completa. Gostou?! Entre em contato e agende também seu passeio pela Serra do Cipó.

 

Grande abraço,

 

EDUARDO FRANCO

  • Posted by Eduardo Franco
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