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December06

Trip | Serra do Cipó 16.12.02

 

 

Considerada um dos principais destinos de ecoturismo no Brasil, a Serra do Cipó está localizada na porção Sul da Cadeia do Espinhaço, região central do Estado de Minas Gerais. A variação altitudinal vai de 800 até 1687m. O clima é tropical montano com temperaturas variando entre 17 e 18,5 ºC e clara divisão entre estações seca e chuvosa e precipitação anual entre 1400 e 1850mm. A vegetação é bastante característica sendo que na face oeste, predominam o Cerrado (800 e 1000m) e os Campos Rupestres (1000m) e na face leste predomina predominam a Mata Atlântica (800 e 1000m) e os Campos Rupestres (1000m). O Campo Rupestre é a vegetação predominante entre 1000 e 1300m em ambas as faces. Acima de 1300m, ocorrem campos e brejos com alguns afloramentos rochosos. No pé da Serra ocorrem lagos, áreas alagadas e pequenas comunidades, propriedades rurais e centros turísticos. Nos dias 02, 03 e 04 de dezembro recebemos os mineiros Marcelo Garcia, Geraldo Starlig e Carlos Alberto Faria para um roteiro em busca das raridades no Cipó.

 

DIA 01 – Chegamos ao distrito de Serra do Cipó, Santana do Riacho/MG, já no final da tarde e aproveitamos o resto de dia para uma visita rápida à região da Mãe D’Água. Lá conseguimos excelentes registros de coruja-buraqueira (Athene cunicularia), cigarra-do-campo (Neothraupis fasciata), bacurauzinho (Chordeiles pusillus) e bico-reto-de-banda-branca (Heliomaster squamosus). A previsão do tempo para os próximos dois dias não era boa, mas dormimos com um céu estrelado e um pouco mais animados.

 2016.12.02_02 Serra do Cipo

2016.12.02_09 Serra do Cipo 2016.12.02_04bSerra do Cipo

 

DIA 02 – Acordamos bem cedo e, para nossa sorte, a previsão parece ter errado. Embaixo de um céu limpinho, seguimos viagem para o distrito de Lapinha da Serra, Santana do Riacho/MG, em busca das raridades e endemismos do Cerrado e Campos Rupestres. Na primeira parada já foi possível fazer excelentes registros de espécies como o batuqueiro (Saltatricula atricollis), bandoleta (Cyspsnagra hirundinacea), suiriri-cinzento (Suiriri suiriri), tucão (Elaenia obscura), arapaçu-de-cerrad0 (Lepidocolaptes angustirostris), cochicho (Anumbius annumbi) entre outros. Chegando ao Campo Rupestre, o forte vento atrapalhava bastante e, o lenheiro-da-serra-do-cipo (Asthenes luizae) não deu muita chance para fotos. Apareceu rápido e não voltou mais. Entretanto, os demais deram espetáculo. Excelentes oportunidades com rabo-mole-da-serra (Embernagra longicauda), beija-flor-de-gravata-verde (Augastes scutatus) e pedreiro-do-espinhaço (Cinclodes espinhacensis). Já na volta, joão-bobo (Nystalus chacuru) e quiriquiri (Falco sparverius) apareceram também.

 

Voltamos para a pousada e fizemos uma parada para almoçar e descansar. Aproveitamos o restante do dia na região da Mãe D’Água e conseguimos boas fotografias da choca-do-nordeste (Sakesphorus cristatus) e do rapazinho-dos-velhos (Nystalus maculatus). Após um cansativo dia, nos restava descansar e preparar para o próximo, sempre torcendo para a previsão do tempo errar novamente.

2016.12.02_22 Serra do Cipo

2016.12.02_18 Serra do Cipo 2016.12.02_16 Serra do Cipo 2016.12.02_08 Serra do Cipo 2016.12.02_01 Serra do Cipo 2016.12.02_05 Serra do Cipo 2016.12.02_03 Serra do Cipo 2016.12.02_10 Serra do Cipo

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DIA 03 – Dessa vez não teve jeito, a previsão acertou e o dia amanheceu bastante chuvoso. Aguardamos um pouco mais na pousada, tomamos café-da-manhã e, quando saímos, a chuva tinha parado. Entramos todos para o carro, cheios de esperança, e seguimos para o Parque Nacional da Serra do Cipó. Chegando lá o presente pela teimosia, um saci (Tapera naevia), bicho muito difícil de fotografar, resolveu dar um mole danado. A chuva voltava e sumia várias vezes e mesmo assim ainda conseguimos alguns outros bons registros como a tesoura-do-brejo (Gubernetes yetapa) e o caboclinho (Sporophila bouvreiul). No caminho de volta para a pousada, paramos em mais um ponto onde costumo avistar algumas espécies interessantes e valeu demais. Conseguimos um show do sanhaço-de-fogo (Piranga flava) e do campainha-azul (Porphyrospiza caerulescens).

2016.12.02_17 Serra do Cipo 2016.12.02_00 Serra do Cipo

 2016.12.02_13 Serra do Cipo 2016.12.02_12 Serra do Cipo 2016.12.02_14 Serra do Cipo

Agradecemos aos nossos clientes e amigos pela confiança em nosso trabalho. Foram 119 espécies registradas e mais de 20 lifers (espécies nunca antes avistadas) para cada um. Clique aqui e confira a lista completa.

 

Grande abraço,

 

EDUARDO FRANCO

 


 

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Observação de Aves Serra do Cipó 2017

  • Posted by Eduardo Franco
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