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July31

Trip | Serra do Cipó 16.07.29

 

 

Considerada um dos principais destinos de ecoturismo no Brasil, a Serra do Cipó está localizada na porção Sul da Cadeia do Espinhaço, região central do Estado de Minas Gerais. A variação altitudinal vai de 800 até 1687m. O clima é tropical montano com temperaturas variando entre 17 e 18,5 ºC e clara divisão entre estações seca e chuvosa e precipitação anual entre 1400 e 1850mm. A vegetação é bastante característica sendo que na face oeste, predominam o Cerrado (800 e 1000m) e os Campos Rupestres (1000m) e na face leste predomina predominam a Mata Atlântica (800 e 1000m) e os Campos Rupestres (1000m). O Campo Rupestre é a vegetação predominante  entre 1000 e 1300m em ambas as faces. Acima de 1300m, ocorrem campos e brejos com alguns afloramentos rochosos. No pé da Serra ocorrem lagos, áreas alagadas e pequenas comunidades, propriedades rurais e centros turísticos. Nos dias 29 e 30 de julho recebemos um grupo composto por um casal do Espírito Santo, Luiz Carlos e Rosana, a francesa Pascale e o fotógrafo e observador de aves francês Michel Gunther, da Agência Internacional Bios Photos (www.biosphoto.com). Michel já visitou o Cipó anteriormente e, portanto, poucas eram as possibilidades de lifers.

 

Na manhã do primeiro dia seguimos para o Parque Nacional da Serra do Cipó e logo nos primeiros passos registramos um casal de falcão-de-coleira (Falco femoralis) e a fêmea estava se alimentando de um chopim-do-brejo (Pseudoleistes guirahuro). O ambiente segue bastante seco, resultado de cerca de 3 meses sem chuva, o que dificulta bastante a localizar e observar boa parte das aves no trecho de campo alagado. No trecho de mata ciliar a coisa melhora um pouco, graças à proximidade com o rio. Lá conseguimos encontrar e registrar uma boa quantidade de espécies interessantes como o canário-do-mato (Myiothlypis flaveola), soldadinho (Antilophia galeata), beija-flor-tesoura-verde (Thalurania furcata), saracura-do-mato (Aramides saracura), ariramba (Galbula ruficauda), chorozinho-de-chapéu-preto (Herpsilochmus atricapillus), choca-de-asa-vermelha (Thamnophilus torquatus) entre outros. Fizemos uma parada para o almoço e na tarde seguimos para a região do Alto do Palácio, no Planalto da Serra do Cipó. Uma parada na Estátua do Juquinha e por lá encontramos o papa-moscas-de-costas-cinzentas (Polystictus superciliaris), canário-do-campo (Emberizoides herbicola), beija-flor-de-orelha-violeta (Colibri serrirostris), o caminheiro-de-barriga-acanelada (Anthus hellmayri) e a grande surpresa, registro inédito para a região, o sanhaço-de-coleira (Schistochlamys melanopis). Faltando algumas horas para o fim do dia, aproveitamos e fizemos uma rápida visita à Trilha da Mãe D’Água em busca do campainha-azul (Porphyrospiza caerulescens) que  não decepcionou e deu as caras, permitindo excelente aproximação. Além dele também conseguimos bons registros da maria-preta-de-topete (Knipolegus lophotes).

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No dia seguinte acordamos bem cedo e seguimos viagem para o Distrito de Lapinha da Serra em busca das espécies endêmicas do Campo Rupestre. Seguimos para o ponto onde iríamos buscar o lenheiro-da-serra-do-cipó (Asthenes luizae) mas, no caminho até lá, registramos algumas espécies como o pula-pula-de-sobrancelha (Myiothlypis leucophrys), a bandoleta (Cypsnagra hirundinea), noivinha-branca (Xolmis velatus), bico-de-veludo (Schistochlamys ruficapillus) e rabo-mole-da-serra (Embernagra longicauda). Quando chegamos no local, o forte vento e o frio incomodavam bastante e certamente iriam dificultar os trabalhos. Demorou cerca de 30 minutos até o primeiro indivíduo de lenheiro vocalizar. Como ele não se aproximava, resolvi ir atrás. Cerca de 01h após é que conseguimos visualizar pelo menos um e, pouco depois, outro apareceu e permitiu bons registros. Pouco a frente conseguimos visualizar alguns indivíduos de beija-flor-de-gravata-verde (Augastes scutatus). Após o almoço fomos atrás do pedreiro-do-espinhaço (Cinclodes espinhacensis), que deu um verdadeiro espetáculo, vocalizando e exibindo vários displays. Além deles registramos também joão-pobre (Serpophaga nigricans), casaca-de-couro-da-lama (Furnarius figulus) e caminheiro-zumbidor (Anthus lutescens).

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Agradeço ao Parque Nacional da Serra do Cipó pelo apoio de sempre, a Pousada Chapéu do Sol pelas gentilezas e a confiança dos clientes no nosso trabalho. Foram dois dias intensos e com muita troca de experiências onde conseguimos registrar mais de 110 espécies. Confira a lista completa clicando aqui.

 

Um abraço.

 

EDUARDO FRANCO

 


 

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Serra do Cipó Observação de Aves 4

  • Posted by Eduardo Franco
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