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January29

Trip | Serra da Moeda e Maxalalagá 17.01.27

 

 

A Serra da Moeda, cadeia de montanhas localizada no complexo da Cadeia do Espinhaço, possui uma extensão que abrange oito municípios mineiros: Brumadinho, Moeda, Belo Vale, Jeceaba, Congonhas, Itabirito, Rio Acima e Nova Lima. Foi em razão da fartura de metais preciosos que se deu a ocupação portuguesa nessas terras de Minas Gerais. Atualmente a Serra da Moeda é destino bastante procurado por turistas das mais variadas modalidades. Possuindo importantes Unidades de Conservação como o Monumento Natural Estadual da Serra da Calçada e importantes trechos naturais, sobreviventes das atividades mineradoras, a Serra da Moeda é uma importante região para conservação de flora e fauna no Quadrilátero Ferrífero. Nos dias 27, 28 e 29 de janeiro levamos 07 observadores/fotógrafos para o Monumento Natural Estadual da Serra da Calçada para uma chance de observar e registrar a maxalalagá (Micropygia schomburkii).

 

No dia 27/JAN, recebemos o fotógrafo carioca Daniel Mello e sua namorada, Sônia, para tentar fazer um bom registro da pequena sanã para o Projeto Aves do Sudeste do Brasil – Guia de Campo. No dia 28/JAN recebemos as observadoras de aves Paula Neves Barreto com seu marido Leandro e Cláudia Rodrigues e no dia 29/JAN, Marcelo Garcia com sua filha Clara e Carlos Alberto.

 

Na semana passada, visitei o ponto da maxalalagá para começar os primeiros testes com ceva, utilizando larvas de tenébrio. A tentativa foi um sucesso e, para presentear, o bicho apareceu com seu filhote, permitindo uma raríssima fotografia (clique aqui e veja). Nos últimos 3 dias, aproveitei uma folga nos roteiros do Cipó para levar alguns amigos fotógrafos para ver a maxalalagá e continuar a treinar o bicho com a ceva. Funcionou ainda melhor e, logo no primeiro dia, o amigo Daniel Mello e sua namorada conseguiram ótimas oportunidades para fotografar a saracurinha. A cada nova visita, menos é necessário o uso do playback (reprodução de vocalizações a fim de atrair determinada espécie), o que é importante para evitar estresse desnecessário. No dia seguinte voltamos ao ponto, dessa vez com as amigas Cláudia Rodrigues e Paula Barreto, acompanhada do seu marido Leandro. O bicho facilitou e saiu na trilha mais de uma vez, dando várias oportunidades de fotografia. Dessa vez ela ficou mais tempo no limpo, comendo as larvas e levando algumas para seu filhote, que dessa vez não apareceu.

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No último dia, o show foi completo. A maxalalagá apareceu bem cedo e rápido. Bastou colocar as larvas e esperar poucos minutos antes do bichinho sair na trilha. Ela repetiu isso por algumas vezes e foi possível aproveitar várias condições de luz. Assim como no primeiro dia, além de comer ela também carregou larvas para o filhote, que apareceu muito rápido, atravessando a trilha uma vez. Após nos esbaldarmos de clicar o pequena saracura, partimos em busca de um cauré (Falco rufigularis) que o amigo Guilherme Brandão havia fotografado no dia anterior e passou a dica. Após algum trabalho na trilha, que não era muito simples, chegamos ao ponto indicado e lá estava o belíssimo falcão. Estava longe, começamos a clicar e após perceber que o bicho estava tranquilo, tentamos nos aproximar. Cada vez mais próximos, chegamos a menos de 10 metros do animal, chegando a 5 metros em determinado momento. Emoção absurda ficar por quase 01h na frente de uma ave de rapina tão imponente. Fizemos fotos e vídeos de todas as formas possíveis, até que resolvemos sair do local para não perturbar mais aquele indivíduo.

 

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Agradecemos todos nossos clientes e amigos que compartilharam desses importantes momentos, com aves tão complicadas de fotografar. Agende também seu passeio nos nossos roteiros em Minas Gerais e venha observar e fotografar nossa riquíssima avifauna. Segue abaixo um vídeo da maxalalagá:

 

 

Grande abraço,

 

EDUARDO FRANCO

  • Posted by Eduardo Franco
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