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Relatos ilustrados de nossos roteiros

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December02

Espinhaço – Cipó

 

 

Considerada a única cordilheira do Brasil, o Espinhaço se estende por mais de 1.000 quilômetros nos Estados de Minas Gerais e Bahia. Passando por Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga, destaca-se por ser um dos maiores centros de endemismos do planeta e é, portanto, um dos melhores e mais procurados destinos para turismo de observação e fotografia de natureza. Nessa viagem recebemos um grupo de holandeses, liderados pelo amigo e guia Caio Brito, da Brazil Birding Experts, em busca das espécies de aves endêmicas dos campos rupestres do Espinhaço. Nos acompanharam também os amigos Ricardo e Gislaine, da Wild Brazil, que faziam um reconhecimento técnico em algumas localidades de Minas Gerais.

 

Iniciamos nosso dia com aquele café especial prepadado pela querida Zelda, da Pousada Villa Madorna, que capricha demais com seus hóspedes. Já aos pés dos paredões da Lapinha da Serra, saímos diretamente para a trilha.

 

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Nosso primeiro grande objetivo, o lenheiro-da-serra-do-cipó, não deu muito trabalho e foi logo aparecendo. Não bastasse facilitar bastante nossa vida, ele ainda deu um show com muitos displays, rendendo imagens espetaculares. Após ele fomos em busca do pedreiro-do-espinhaço, que, diferente do primeiro, dificultou bastante. Respondeu as chamados apenas uma vez e precisamos dedicar um bom tempo percorrendo uma grande área tentando localizá-lo visualmente. Após cerca de uma hora esperando algum sinal, já estávamos quase desistindo quando percebi um movimento bem atrás de nós. Quando me virei percebi que era o bicho, que se aproximou mudo. Alertei a todos que finalmente conseguiram avistar e fotografar aquele indivíduo. Ele ficou forrageando por alguns poucos minutos ali, quando desapareceu novamente. UFA! Esse foi por pouco.

 

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Enquanto procurávamos pelo pedreiro, acabamos encontrando uma dupla de mocós, que aproveitavam alguns poucos momentos de luz solar para se esquentarem nas rochas.

 

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Os próximos objetivos eram o tapaculo-serrano e o beija-flor-de-gravata-verde. Os dois não deram trabalho algum e rapidamente apreceram e deram muitas chances para todos. Conseguimos alguns registros bem legais antes de seguir.

 

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Para encerrar aquele dia, um dos grandes desejos do dia era o super ameaçado macuquinho-da-várzea, que eu recém havia encontrado. Pegamos o carro e nos deslocamos até o alto da Serra, nos seus brejos de altitude, onde vive o pequenino passarinho. Nos sentamos em frente a pequena picada que preparei para atrai-lo e após alguns poucos minutos ela já se aproximou e deu um show para nossos convidados. Essa espécie é uma das mais difíceis de se avistar em todo Brasil e foi muito comemorado por todos. Viva!

 

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Encerramos nosso curto  e intendo dia com 100% dos objetivos alcançados. Agradecemos as amigos e parceiros da Wild Brazil e da Brazil Birding Experts pela confiança em nosso trabalho e por nos convidarem a participar de suas atividades. Agradecemos também à Zelda da Villa Madorna que nunca mediu esforços para nos receber.

 

Um grande abraço,

 

EDU FRANCO

  • Posted by Eduardo Franco
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