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Relatos ilustrados de nossos roteiros

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June22

BIRDING TRIP | Serra do Espinhaço

 

 

Cortando mais de 1000 quilômetros entre Minas Gerais e Bahia, a Serra do Espinhaço é a única cordilheira do Brasil. Coberta por Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga, o Espinhaço é também um dos maiores centros de endemismos. Abrigando paisagens deslumbrantes e biodiversidade riquíssima, é certamente um dos melhores destinos para turismo de natureza do mundo. Nessa expedição visitaremos a porção Sul da cordilheira, principalmente as Serras da Moeda e do Cipó. A Serra da Moeda está localizada no Quadrilátero Ferrífero. Possuindo Unidades de Conservação, como o Monumento Natural da Serra da Calçada, configura-se como uma importante área para a conservação da flora e fauna. A Serra do Cipó é protegida por importantes reservas, como a APA Morro da Pedreira e o Parque Nacional da Serra do Cipó. A altitude de ambas porções serranas varia de 700 a 1600 metros e a vegetação acima de 1000 metros é caracterizada pelos campos rupestres e de altitude, possuindo ambientes típicos de Cerrado e Mata Atlântica em suas faces. Atualmente as Serras da Moeda e do Cipó são destinos procurados por turistas das mais variadas modalidades, geralmente atraídos por esportes de aventura e turismo de natureza

 

Nos dias 13 a 16 de junho recebemos o observador de aves Rudimar Griesang em busca das espécies características ds cerrads e campos rupestres da Serra do Espinhaço.

 

DIA 01. No início da manhã me encontrei com o Rudimar no Aeroporto Internacional e então seguimos para nosso primeiro ponto de trabalho, a Lagoa da Pampulha em Belo Horizonte/MG. A Lagoa se destaca por ser um dos Patrimônios da Humanidade UNESCO e por ser um dos mais importantes hotspots de birdwatching da capital mineira. Nosso foco era procurar por marrecas, que infelizmente não estavam por lá. Buscamos pela caneleira e pela paturi-preta e nem sinal delas. Para não dizer que foi visita perdida, conseguimos avistar e fotografar o pernilongo-de-costas-negras, que era lifer. Como a lagoa não rendeu o que esperávamos, aproveitei o restante da manhã e fizemos uma parada não programada no Parque Municipal da Lagoa do Nado e essa foi uma excelente escolha. Logo no início da trilha já conseguimos alguns lifers em excelentes condições de fotografia. Entre eles destaca-se o casada-de-couro-da-lama, piolhinho e chorozinho-de-chapéu-preto. Buscamos pelo cisqueiro-do-rio, que ocorre por ali, mas não encontramos. Fizemos então uma breve parada para o almoço.

 

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A tarde visitamos o Parque Municipal Roberto Burle Marx com o objetivo de registrar o interessante cuitelão, que como sempre colaborou muito. Além dele ainda conseguimos avistar e registrar várias outras espécies, como o neinei e o sanhaço-de-encontro-amarelo. Encerramos ali nosso primeiro dia.

 

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DIA 02. No segundo dia nossa primeira parada foi na Serra da Moeda, em Brumadinho/MG, e logo de cara já encontramos alguns lifers, como a guaracava-de-barriga-amarela e a saíra-douradinha, essa última infelizmente não dando muita chance para fotografia. Pouco a frente encontramos mais algumas espécies, destaque para a linda choca-de-asa-vermelha, sebinho-de-olho-de-ouro e o papa-moscas-de-costas-cinzentas. As mais legais do dia estavam nos aguardando nos próximos metros de trilha, onde conseguimos o belíssimo tapaculo-de-colarinho e o objetivo principal que era o rabo-mole-da-serra. Finalizamos e partimos para a Serra do Cipó.

 

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Fizemos check-in na pousada e um breve intervalo para o almoço. Enquanto aguardávamos o calor cessar um pouco, aproveitamos para um descanso. No meio da tarde fizemos uma investida em um cerrado próximo e logo de cara um baita presente, um mole danado do pica-pau-chorão, espécie que geralmente não facilita muito. Conseguimos visualizar algumas outras espécies, como um jovem macho de campainha-azul e uma avoante em uma bela luz de final de dia.

 

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DIA 03. O terceiro dia começou as 04h30 da manhã e pé na estrada rumo ao distrito de Lapinha da Serra. Improvisamos um café-da-manhã em campo, iniciamos a trilha ainda bem cedo e seguimos diretamente para um dos pontos onde poderíamos encontrar o endêmico lenheiro-da-serra-do-cipó. Não demorou muito e o bicho apareceu. Precisamos de alguns minutos de dedicação para conseguir a foto, mas foi menos trabalhoso do que de costume. Metros a frente e o augustinho, beija-flor-de-gravata-verde, não decepciona nunca. Lá estava, rendeu as fotos e rapidamente já estávamos a procura do próximo. O relógio ainda marcava 10h30 e já conseguimos resolver os três endemismos, com um mole danado do pedreiro-do-espinhaço. Continuamos passarinhando por algum tempo, mas o horário já dificultou encontrar alguma coisa interessante. Fizemos então uma pausa e ainda conseguimos curtir um pouco da Copa do Mundo enquanto apreciávamos uma cerveja artesanal, aguardando o saboroso almoço do restaurante do Marquinhos. Barriga cheia, retornamos para a Serra do Cipó.

 

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Após uma breve parada na pousada, retornamos par campo e conseguimos aumentar a lista de lifers do Rudimar com registros da choca-do-nordeste, joão-bobo e novamente um campainha-azul, dessa vez adulto.

 

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DIA 04. Finalizamos nosso roteiro visitando o Parque Nacional da Serra do Cipó onde conseguimos adicionar mais alguns lifers para a lista do Rudimar com belas fotografias de espécies como a tesoura-do-brejo, batuqueiro e canário-do-campo. Foi uma visita rápida, já que tínhamos que retornar para a pousada cedo e ajeitar tudo para seguirmos para o aeroporto.

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Encerramos nossa viagem com uma grande lista de espécies e mais de 35 delas lifers para o Rudimar. Agradecemos nossos parceiros e amigos pelo apoio de sempre e ao nossos clientes pela confiança em nosso trabalho. Elaboramos uma lista com 148 espécies registradas (clique aqui e confira a lista detalhada).

 

Grande abraço,

 

EDUARDO FRANCO

 

  • Posted by Eduardo Franco
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