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Relatos ilustrados de nossos roteiros

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April30

BIRDING TRIP | Serra do Espinhaço

 

 

Cortando mais de 1000 quilômetros entre Minas Gerais e Bahia, a Serra do Espinhaço é a única cordilheira do Brasil. Coberta por Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga, o Espinhaço é também um dos maiores centros de endemismos. Abrigando paisagens deslumbrantes e biodiversidade riquíssima, é certamente um dos melhores destinos para turismo de natureza do mundo. Nessa expedição visitaremos a porção Sul da cordilheira, principalmente as Serras da Moeda e do Cipó. A Serra da Moeda está localizada no Quadrilátero Ferrífero. Possuindo Unidades de Conservação, como o Monumento Natural da Serra da Calçada, configura-se como uma importante área para a conservação da flora e fauna. A Serra do Cipó é protegida por importantes reservas, como a APA Morro da Pedreira e o Parque Nacional da Serra do Cipó. A altitude de ambas porções serranas varia de 700 a 1600 metros e a vegetação acima de 1000 metros é caracterizada pelos campos rupestres e de altitude, possuindo ambientes típicos de Cerrado e Mata Atlântica em suas faces. Atualmente as Serras da Moeda e do Cipó são destinos procurados por turistas das mais variadas modalidades, geralmente atraídos por esportes de aventura e turismo de natureza

 

Nos dias 13 a 15 de abril de 2018 recebemos a fotógrafa Thelma Gatuzzo e seu marido José Antônio em busca de boas fotografias das belezas do Espinhaço, em sua primeira visita nesse ecossistema incrível.

 

DIA 01. A viagem começou com uma passarinhada na Serra da Moeda, em Brumadinho/MG. Logo no início da trilha foi possível perceber que os bichos estavam agitados, com muita atividade de vocalização e forrageamento. Tínhamos objetivos claros e aquela seria uma visita rápida. O primeiro objetivo foi aparecendo logo após alguns metros de caminhada. Um macho de choca-de-asa-vermelha deu um show, se exibindo por vários minutos enquanto emitia seu canto característico.

 

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Logo ali, praticamente no mesmo local, encontramos o segundo grande objetivo, que era  rabo-mole-da-serra. Fi logo um casal, mas que não colaborou tanto, pousando ora em poleiros com péssima luz, ora em um fio… porém, pouco mais a frente, outro casal foi mais gentil e um deles ficou por vários minutos bem na nossa frente, permitindo grande aproximação. Como ainda era bem cedo, decidimos seguir viagem direto para a Serra do Cipó e almoçar por lá.

 

2018.04.13_002 2018.04.13_003Após o almoço e um rápido descanso, aproveitamos  tempo em uma passarinhada no Distrito de Serra do Cipó, em Santana do Riacho/MG, onde já encontramos dois dos grandes desejos da Thelma,  chifre-de-ouro e o beija-flor-de-gravata-verde. A luz não era das melhores e os bichos não facilitaram muito, mas já foi suficiente para tirar a ansiedade de clicar essas duas aves incríveis. Foi legal conseguir uma boa foto da fêmea do gravata-verde, que apareceu ainda na trilha.

 

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DIA 02. No segundo dia despertamos bem cedo e pegamos estrada rumo ao Distrito de Lapinha da Serra, onde iríamos atrás dos endemismos e do “augustinho”, famoso indivíduo de beija-flor-de-gravata-verde que mora por lá e está sempre em nossos roteiros. Assim que abri a porta do carro já escutei uma das espécies que nem sempre aparecem, o pica-pau-chorão. Um macho da espécie foi atraído pelo playback e, apesar de não ter facilitado muito, acabou rendendo algumas imagens interessantes.

 

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Mais a frente, já no trecho de campo rupestre, tentamos encontrar o lenheiro-da-serra-do-cipó que demorou mas apareceu. Chegamos a colocar os olhos nele umas 3 vezes, mas o bichinho não estava afim de foto. Para ir atrás dele era preciso dedicar um pouco mais de tempo escalando as pedras dos afloramentos rochosos em que ele vive, o que a Thelma preferiu não fazer. Queríamos chegar até o beija-flor com luz boa. Chegando lá o “augustinho” foi logo nos recebendo e começando seu show. Deu todas as chances possíveis para que a Thelma o fotografasse.

 

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Encerramos a manhã, fizemos um breve intervalo para almoço e logo em seguida partimos em busca de outro endemismo, o pedreiro-do-espinhaço. Precisou de alguma paciência, mas após algum tempo ele respondeu aos chamados do playback e ai foi só aguardar a melhor oportunidade para fotografar. Uma espécie tranquila que geralmente colabora bastante com os fotógrafos visitantes.

 

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DIA 03. No terceiro dia levantamos um pouco mais tarde e voltamos para tentar mais do chifre-de-ouro. Ele até apareceu, rendeu algumas imagens em voo, mas nada de pousar e dar muita chance. Enquanto isso voltamos a encontrar o beija-flor-de-gravata-verde e avistamos outras espécies como a cigarra-do campo, campainha-azul e a águia-serrana. Para finalizar fomos atrás do rapazinho-dos-velhos que deu mais trabalho do que o normal, mas acabou aparecendo para algumas poucas fotos.

 

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Encerramos nossa viagem com a maior parte dos objetivos cumpridos em uma viagem muito divertida. Agradecemos nossos parceiros e amigos pelo apoio de sempre e ao nossos clientes pela confiança em nosso trabalho. Elaboramos uma lista com 113 espécies registradas (clique aqui e confira a lista detalhada).

 

Grande abraço,

 

EDUARDO FRANCO

 

  • Posted by Eduardo Franco
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