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Relatos ilustrados de nossos roteiros

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February01

BIRDING TRIP | Serra do Cipó

 

 

Cortando mais de 1000 quilômetros em Minas Gerais e Bahia, a Serra do Espinhaço é a única cordilheira do Brasil. Coberta por Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga, o Espinhaço é também um dos maiores centros de endemismos do mundo. Abrigando paisagens deslumbrantes e biodiversidade riquíssima, o Espinhaço é certamente um dos melhores destinos para observação e fotografia de natureza do mundo. Nessa expedição visitamos a porção Sul da cordilheira, principalmente a Serra do Cipó. A Serra do Cipó é protegida por importantes reservas, como a APA Morro da Pedreira e o Parque Nacional da Serra do Cipó. A altitude das porções serranas varia de 700 a 1600 metros e a vegetação acima de 1000 metros é caracterizada pelos campos rupestres e de altitude, possuindo ambientes típicos de Cerrado e Mata Atlântica em suas faces. Atualmente a Serra do Cipó é destino procurado por turistas das mais variadas modalidades, geralmente atraídos por esportes de aventura e turismo de natureza.

 

Nos dias 26 a 28 de janeiro de 2018 recebemos o observador e fotógrafo de aves Marcelo Brito para um roteiro pela Serra do Cipó, sendo uma de suas primeiras viagens dedicadas ao birding, principalmente no bioma Cerrado.

 

No primeiro dia visitamos o Parque Nacional da Serra do Cipó. Chegamos bem cedo e logo no início os primeiros lifers já foram aparecendo. A bela rolinha fogo-apagou foi a primeira a dar as caras e fez pose para várias fotografias. Logo depois o diminuto picapauzinho-barrado e o desconfiado petrim saíram por alguns instantes da segurança do arbusto, para conferir um possível invasor, enquanto reproduzíamos suas vozes.

 

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Seguindo mais a frente,  belíssimo canário-do-campo deu um mole danado, permitindo muita aproximação. Poucos metros a frente, uma dupla de tesoura-do-brejo exibiu seu característico comportamento de defesa de território e rendeu boas imagens. Já dentro da mata ciliar do Rio Cipó, começamos a registrar algumas incríveis surpresas. A primeira delas foi um urubu-rei sobrevoando bem alto. Alguns passos depois, o olhar atento do Marcelo avistou um curió, cantando alto no topo de uma árvore do outro lado do rio. Essa é uma espécie que muito dificilmente se encontra livre na natureza, já que vale uma fortuna dentro de uma gaiola. Enorme alegria poder encontrar esse bicho no Cipó. Não bastasse, enquanto tentávamos conseguir uma registro da raridade, outra incrível espécie cantou logo acima das nossas cabeças, o azulão, que também não deu muita chance e voou para longe rapidinho.

 

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 O segundo dia foi dia de subir montanha atrás dos endemismos da Serra do Espinhaço e, como não poderia ser diferente, fizemos isso no simpático Distrito de Lapinha da Serra. Antes de iniciar a trilha morro acima, conseguimos registrar alguns lifers a mais para o Marcelo. Destaca-se um macho de sanhaço-de-fogo, um arapaçu-de-cerrado e um casal e choca-de-asa-vermelha. Por último comseguimos bas chances com um tico-tico-de-bico-amarelo.

 

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A partir dai só trilha para cima. Para conseguir boas chances de clicar as espécies endêmicas , não tem outra opção, é preciso chegar nos campos rupestres acima dos 1.100 metros de altitude. Lá fomos nós e, após alguns quilômetros, conseguimos encontrar um complicado carinha, o pica-pau-chorão. Seguindo a trilha, encontramos o primeiro endêmico, o lenheiro-da-serra-do-cipó, que não facilitou muito, mas tivemos uma chance de fotografa-lo. Os dois outros foram relativamente fáceis. Tanto o pedreiro-do-espinhaço quanto o beija-flor-de-gravata-verde estavam em seus pontos conhecidos e rapidamente conseguimos as imagens que precisávamos.

 

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Ai foi só descansar e curtir a paisagem do Espinhaço. Ainda lá em cima da Lapinha, encontramos outras espécies bem bacanas, como o canário-rasteiro e a imensa águia-serrana.

 

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Após descermos da trilha e almoçarmos, ainda deu tempo de voltar para Serra do Cipó e registrar espécies importantes, como o sebinho-de-olho-de-ouro e a choca-do-nordeste, que estava com dois filhotes machos.

 

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No terceiro dia tínhamos pouco tempo disponível. Ainda na pousada, foi possível localizar e fotografar uma simpática caburé. Visitamos parte da região do Alto do Palácio e da Serra do Cipó, onde conseguimos registrar o sabiá-do-banhado, o bacurauzinho e o campainha-azul.

 

2018.01.26_019 serra do cipo 2018.01.26_029 serra do cipo2018.01.26_028 serra do cipo 2018.01.26_021 serra do cipoEncerramos nosso roteiro com aproximadamente 130 espécies de aves registradas, sendo que mais de 50 foram novidades para a lista do Marcelo. Confira a lista completa clicando aqui. Agradecemos nossos parceiros pelo apoio de sempre e ao Marcelo pela confiança em nosso trabalho.

 

Um grande abraço,

 

EDUARDO FRANCO

 

  • Posted by Eduardo Franco
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